Correio da Madrugada Online


EDITORIAL

16h18 18/04/2004

Correio da Madrugada, subversivo convicto

O que dizer de um país que patrocina uma agência secreta que faz publicidade de suas ações e que nessas publicidades, admite que pratica espionagem a cidadãos micronacionais que considera subversivos a seus interesses? O que dizer de um país que ostenta em seus símbolos oficiais emblemas de uma seita, denominada World Church of the Creator, uma seita religiosa que prega a supremacia da raça branca nórdica, via o extermínio dos judeus e de outras raças consideradas "sujas"? O que dizer de um país que para evitar qualquer manifestação contrária a seus interesses, põe a polícia na rua, aludindo garantir a ocorrência "sem maiores problemas" de um pleito, uma manifestação que deve ser livre, espontânea e democrática?

Esse país é o Sacro-Império de Reunião, personificado pelo seu soberano, Cláudio I. É evidente que a personalidade do monarca e a maneira como conduz o país não significa que os súditos do império sejam como ele. Reunião possui notáveis micronacionalistas. Alguns que são ex-reuniãos, inclusive. É caso de Alberto Fioravanti e de Bruno Cava, por exemplo.

Porém, atitudes patrocinadas pelo imperador reunião do seu Serviço Secreto Imperial como as recentes em que seu diretor-geral confessa que está monitorando as comunicações de micronacionalistas, considerados subversivos, são lamentáveis. Apenas acrescenta mais um argumento a todos os outros conhecidos contra o Império reunião. Este Correio, baseado em sua incessante intransigência contra qualquer atitude que agridam as liberdades dos micronacionalistas, não pode deixar de imiscuir sobre isso, não pode deixar de demonstrar seu repúdio e desprezo a mais uma dessas ações patrocinadas pelo Poder Moderador do Sacro-Império de Reunião. Monitorar indivíduos, tachar de subversivo etc. são coisas de estados totalitários. Autocracias que temem subversões a sua ordem, que sentem necessidade de espionar ações alheias. Autocracias como todos os governos fascistas que se tem conhecimento praticam isso. Não dá para considerar como diferente de hipocrisia as sustentações, inclusive do próprio imperador, de que Reunião é um país democrático. Argumentos de que, no micronacionalismo, é o micronacionalista é quem escolhe sua micronação é pura falácia. Se assim fosse, o Exército seria uma instituição democrática, afinal, os militares escolheram ser militares. O que define, na verdade, se alguma associação é democrática é a forma como se dá seu funcionamento. É a forma de suas estruturas. São os valores que são cultivados e defendidos.

O Correio da Madrugada espera que algum dia o povo reunião se desperte e faça, de fato, Reunião ser uma democracia. Espera que condutas e práticas fascistas como essas da Quaex sejam varridas do micromundo e que a liberdade e a igualdade reinem no Sacro-Império de Reunião. Espera que, algum dia, o povo reunião sejam genuínos cidadãos, e não mais sejam súditos de uma monarquia baseada em estruturas arcaicas, absolutistas e tirânicas. Se estamos tentando subverter à ordem vigente em Reunião com tais palavras? Sim, não há dúvidas. Se algum dia temermos a covardia de estados totalitários, será o fim de todas as formas de liberdade, será o fim dos valores democráticos, tão caros e sempre defendidos por nós. Então, medo algum, seremos sempre subversivos, para quem assim achar.



 Escrito por Ivo La Puma, editor-chefe às 19h18
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EDITORIAL

14h40 18/04/2004

Campos Bastos: Taiwan micronacional

Nos últimos dias, voltou a aparecer na lista campinense o assunto que é ponto nevrálgico da política externa campinense: o litígio territorial com a República de Porto Claro. O assunto foi tocado novamente, devido a visita de uma comitiva diplomática da República de Orange, com a finalidade de discutir, junto com os campinenses, assuntos afins.

Segundo tem-se demonstrado, Orange está revendo sua política externa e está considerando aproximações mais íntimas com nações não praticadas antes, dentre elas, a República de Porto Claro. Por estar ciente de que Porto Claro é um assunto espinhoso para Lorena Branca, o Presidente Guilherme Lenin, liderando uma comitiva diplomática, veio para cá, evidenciando sua preocupação com sua aliada tradicional.

O assunto é delicado para Campos Bastos, pois desde 2000, ano de sua fundação, a república portoclarense não reconhece a independência dos distritos de Campos Bastos, Nouvelle Rouen e Pirraines, ao fim da II Guerra Civil Portoclarense e não reconhece que esses territórios formam a República Participativa de Campos Bastos. Resultando disso um estado de beligerância entre ambas as nações desde então. Conforme palavras do próprio chanceler campinense, Ivo La Puma, Campos Bastos vive situação semelhante a de Taiwan, do macromundo, por isso que o governo de Lorena Branca mantém uma postura rígida ao se tratar de um assunto que põe em questão a soberania do estado campinense. Devido a isso, se a aproximação de Orange com Porto Claro for considerada como fortalecedora da posição portoclarense com relação ao litígio, Campos Bastos não hesitaria em denunciar o Tratado de Nouvelle Toulouse, que estabelece uma aliança entre os estados campinense e oranger, e prevê uma cláusula de defesa mútua contra atos que atentam suas soberanias.

Contudo, Orange se propôs a mediar uma negociação entre as nações litigiosas, o que parece ter sido vista com bons olhos pela diplomacia campinense. Este parece ser um primeiro passo para se pôr um termo a uma situação desgastante para todos.

Este Correio pensa da mesma forma. Consideramos que a situação de beligerância entre Campos Bastos e Porto Claro é prejudicial para ambos e consideramos que o mais racional é que se busque uma solução pacífica para o problema. O Correio compreende e apóia a posição da política externa campinense de ser dura quando se trata de defender a soberania de Campos Bastos, porém louva a disposição de Lorena Branca de, junto com Guillaumsbourg, sentar-se com São Herculano e buscar alternativas para resolver esse problema diplomático entre os dois, que pode ser considerado o mais emblemático e difícil da história da lusofonia micronacional.



 Escrito por Ivo La Puma, editor-chefe às 19h16
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AZTLANIA VIVE CRISE INTERNA E APRESENTAÇÃO DA URSM É ADIADA

13h46 18/04/2004

da agência em ciudad marx

ciudad marx - Em um pronunciamento à lista nacional aztla, Gabriel Briesto, presidente da República Democrática Popular Socialista de Aztlania, disse que a situação interna do país tem se desgastado e se degradado cada vez mais. Ele atribui essa situação a um estado de esclerose que o governo de Ciudad Marx, capital aztla, tem sofrido, devido aos ataques externos por parte de outras micronações hispânicas e a divisões e traições no seio de Aztlania. Para combater essa crise, o presidente conclamou toda a população a "lutar até as última conseqüências" contra a corrupção, a traição existentes no país.

Devido à crise, o presidente Briesto pediu para os demais representantes da União Socialista alguns dias antes da apresentação formal de fundação da organização. A União das Repúblicas Socialistas Micronacionais (URSM), ou União Socialista, é uma organização supranacional que congrega micronações interessadas em se articular política e culturalmente em volta do ideal socialista. Atualmente a União Socialista é formada por Aztlania, Ampla República Socialista e Campos Bastos; e o início de seu funcionamento estava previsto para esse mês. Contudo, devido aos problemas internos de Aztlania, isso será adiado.

Segundo os representantes das outras duas nações da União Socialista, Ivo La Puma (Campos Bastos) e Alex M. Morais (ARS), Aztlania terá todo o suporte necessário por parte da entidade para suplantar a atual fase.

 



 Escrito por Ivo La Puma, editor-chefe às 15h14
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ORANGE APRESENTA PROPOSTA DE MEDIAÇÃO ENTRE CAMPOS BASTOS E PORTO CLARO

02h56 18/04/2004

da agência em lorena branca

lorena branca - O Presidente da República de Orange, Guilherme Lenin, que encabeça a comitiva diplomática em solo campinense, declarou que Orange estaria disposta participar de um processo de mediação entre Campos Bastos e Porto Claro sobre o litígio territorial que ambos os países nutrem desde ano 2000, ano da fundação do estado campinense.

A proposta surgiu quando o chanceler campinense, Ivo La Puma, em resposta a uma questionamento por parte de um integrante da comitiva oranger sobre as posturas da diplomacia de Campos Bastos com relação à Porto Claro, disse que a diplomacia de Lorena Branca é rígida quando o assunto é Porto Claro devido a este reclamar o território campinense, o que seria uma afronta à soberania da República Participativa de Campos Bastos. Logo, por uma questão de sobrevivência, Campos Bastos não vê com bons olhos ações que visem a fortalecer a posição de Porto Claro com relação a esse litígio.

Conforme foi dito pelo Presidente oranger quando chegou em Campos Bastos, Orange tem alterado sua política externa, e uma aproximação mais íntima com a república portoclarense tem sido considerada em seus planos. Por isso a preocupação com a reação de Campos Bastos, uma aliada tradicional de Orange.

A proposta oranger de mediação parece ter sido bem recebida pela diplomacia campinense. Segundo Ivo La Puma, chanceler campinense, em resposta a Guilherme Lenin: "Sobre vossa proposta de dispor a República de Orange para mediar esse conflito entre os governos de Lorena Branca e São Herculano, penso ser algo bastante sensato e digo a V. Excelência que nós aceitamos muito alegremente e firmamos um compromisso de buscar, junto com Orange, uma solução para esse impasse, contanto que não fira a soberania, a independência e a História de Campos Bastos."

Até o momento, não houve mais manifestações por parte da comitiva diplomática da República de Orange.



 Escrito por Ivo La Puma, editor-chefe às 14h34
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CORREIO GANHA DOIS NOVOS COLUNISTAS

02h48 18/04/2004

do correio da madrugada online

pirraines - Irão colaborar com artigos, a partir de agora, dois novos colunistas. Um deles é o Luiz Monteiro, antigo e experiente micronacionalista portoclarense. Seus artigos abordarão assuntos da política interna e externa de Porto Claro. O Correio da Madrugada tomou a iniciativa de contatá-lo, com o intuito de trazer para seus leitores aspectos da República de Porto Claro, nação que mantém litígio territorial com a República Participativa de Campos Bastos desde 2000, ano de fundação da estado campinense. A iniciativa é considerada por ambos, Luiz Monteiro e o Correio da Madrugada como uma maneira de fazer aproximar os cidadãos das duas nações.

O outro colunista é o novato Flávio Ricardo Vassoler do Canto. Apenas essa semana ele se tornou cidadão campinense, além de essa ser a sua primeira experiência no micronacionalismo. Contudo, ele já demonstrou interesse em levantar discussões que visam o debate das estruturam que permeiam o micronacionalismo.

Em breve, o Correio da Madrugada terá o prazer de publicar os artigos desses micronacionalistas.



 Escrito por Ivo La Puma, editor-chefe às 14h32
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ISM É ROTULADA DE SUBVERSIVA PELA QUAEX

02h20 18/04/2004

do correio da madrugada online

pirraines - Esta semana veio a público um relatório sobre a conclusão de um processo de investigação do Quaex, o Serviço Secreto Imperial do Sacro-Império de Reunião. Nele, Carlos Fraga, diretor-geral da agência secreta, declarou que as comunicações da Internacional Socialista Micronacional estão sendo monitoradas por serem "consideradas subversivas aos interesses do Império", e listou dados como, nome, micronacionalidade, IP e meio de acesso à Internet de alguns integrantes e ex-integrantes da associação socialista.

Dentre os listados estão: KOD Shuatzger (Havana); Wilson Oliveira e Alex M. Morais (ARS); Matheus Pataxó (Porto Claro); Adriana Moura (Ávalon); Felipe Aron, Peter Selke e André Penin (Pasárgada); Fernando Guergolet, Fabio Moraca Paulo, Anita de Paula e Ivo La Puma (Campos Bastos).

Contudo, o fato que chama a atenção é que muitos nomes foram escritos errados e a micronacionalidade de outros trocadas ou omitidas. O que faz suspeitar que isso seja apenas uma tentativa de publicidade, já que a própria organização, que se diz secreta, costuma fazer propagandas sobre suas atividades.

De fato, segundo afirmou o Bruno Cava, Orador de Pasárgada, segundo relatado pelo próprio Carlos Fraga, tudo foi uma forma de chamar a atenção, considerada de mau gosto pelo Orador pasárgado.

O que é fato também é que essa publicação da Quaex suscitou uma nota de repúdio por parte do Califado Malê do Brasil. Nela, o Mufti (equivalente a Chanceler) brasiliano, Ezequiel Stone, considera esse tipo de prática quase beirando o fascismo e que restringem a liberdade individual dos cidadãos, além de prestar solidariedade a todos os micronacionalistas citados em tal relatório.



 Escrito por Ivo La Puma, editor-chefe às 14h30
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